domingo, 28 de novembro de 2010

Será que azar existe?



Terça Feira que passou agora (23/11/2010) eu posso te afirmar com certeza que eu acordei com dois pés esquerdos!!! Não sei se posso chamar isso de Azar, Zica, inferno astral, praga, maldição... mas você vai entender o que eu quero dizer...

Lá na empresa em que eu trabalho todo dia vem um carro me pegar em casa para que eu possa atender meus clientes, na terça feira passada eu fui sorteado, pois o motorista que normalmente trabalha comigo não pode ir, e em seu lugar ele enviou o seu primo, até ai tudo bem, sem problemas, recebi a ligação dele dizendo que no máximo as 8hs o seu primo chegaria para me pegar, eu disse que não tinha problemas e esperei o dito cujo.

As 8:30 chega o rapaz, eu olho pro carro dele, um escort 2001, sem maçanetas na porta, todo amassado e acredite meu amigo, tinha mais cimento nele do que no reboco do meu muro, mas sem problemas eu não sou um cara com frescuras o carro andando pra mim é o que basta, embarquei no carro e cumprimentei o rapaz:

Eu: - Bom dia amigo!

Ele: - Bom dia! Para onde vamos?

Eu: - Vamos fazer uma viagem curta até Ceará Mirim.

Ele: - Vixi!

Eu: - O que Foi? Algum problema?

Ele: - Nada não (olhar desconfiado)

Seguimos viagem, antes da saída da cidade ele encostou o carro alegando que estava com um probleminha. Abriu o capô, mecheu nos fusíveis em baixo do painel, foi no capô novamente, e eu já imaginado o dia magnífico que estaria por vir... Após 20 minutos de espera o carro voltou a funcionar e continuamos a viagem.  Chegando próximo a Maçaranduba o rapaz para o carro no meio da BR e pede para o motorista que vinha na direção contraria parar também, o outro motorista reduz e ele pergunta:

Motorista: - Ei cara, a Policia Federal está parando os carros?

O Outro motorista: - Tá não cara pode seguir na paz!

Eu: - Só por curiosidade amigo, mas você tem algum problema com a policia? (eu já pensando em como iria fugir)

Ele: Não, não, pode ficar despreocupado o único problema é o carro que está atrasado 4 anos, mas eu não tenho problema com a policia não! 

Caramba a resposta tocou profundamente meu coração, eu fiquei muito mais tranquilo, que bom que ele não é um assassino, ele só está com o carro atrasado, super normal, só tem o risco de ficarmos presos no meio do nada em um posto da PF, e eu só teria que ligar pro Delegado de Ceará Mirim (que era o cliente que eu iria atender) e explicar...

- Doutor... bom dia... eu sei que estou um pouco atrasado... sim eu sei que nós marcamos as 9hs... sim eu sei... é que eu tive um pequeno problema... o senhor quer saber aonde estou?... claro que eu posso falar... eu estou aqui no posto da Policia Rodoviária Federal...  o que houve?... é... bem... é que... eu tive um pequeno contratempo com o carro... Alô?? alô??? (acreditem ficar preso em postos policiais aumenta a sua credibilidade diante dos clientes  ¬¬ )

A viagem prosseguiu, quando estávamos nos aproximando do Posto de fiscalização ele me pede para ficar calmo, meu amigo, pense em 15 segundos eternos, lá estava o Policial, olhando fixamente para minha direção, e eu com cara de criminoso que acabou de violar a condicional... eu não sabia se virava a cara, se olhava para ele, ou se abria a porta e pulava do carro em movimento para rolar no chão e me levantar pronto para correr em zig-zag  tentando desviar das balas durante a fuga... após segundos de reflexão decidi olhar fixamente para ele, pois o meu estado atual de peso não me permitiria executar a última manobra, afrouxei a gravata dei o melhor sorriso que eu tinha e segurei a respiração até passarmos pela fiscalização, caramba eu nem acreditava que tínhamos conseguido, ainda olhei duas vezes para trás na certeza que as viaturas viriam em nosso encalço, mas elas não vieram e alcançamos em segurança nosso destino...

Chegando na Delegacia de Ceará Mirim fui a procura do delegado, ele disse que iria ter que dar uma saída mas que em um hora ele estaria de volta, sem ter o que fazer voltei para o carro e comuniquei ao motorista que  teríamos que esperar um pouco mais e ele prontamente deu a "fantástica" sugestão de dar uma volta pela cidade, como não tínhamos nada melhor para fazer aceitei.

Rumamos em direção ao centro da cidade, onde estava havendo a feira local... chegando lá achei o clima muito agradável, as pessoas muito receptivas e amistosas, tudo corria bem... lá estava eu batendo algumas fotos, quando me viro para procurar o motorista, lá estava o meliante tomando a segunda dose de cachaça, eu fui na direção dele e perguntei:

Eu: - Rapaz, você não tem noção não?? como é que você já está bebendo??

Ele: - Pode ficar tranquilo, é só chupar uma pastilha e tomar dois copos de água que eu fico novo. 

Eu ainda sem acreditar no que estava vendo, decidi voltar para delegacia antes que a criatura enchesse a cara, ao chegar lá entrei e me sentei em uma cadeira (antes eu tivesse ficado no mercado). Assim que eu sentei um cara começou a me encarar, eu olhava pra revista e de vez em quando olhava para o sujeito, e ele foi se aproximando, quando eu dei por mim o individuo já estava no meu lado...

Ele: Doutor tô precisando de uma orientação de sua parte.

Eu: Opa, eu acho que você está enganado, eu não sou advogado não!

Ele: É com você sim que eu quero falar doutor, é que eu briguei com um cabra em um bar doutor ele veio pra cima de mim e eu não ia ficar parado né? ai eu dei uma facada no bucho do cabra!

Eu: Foi mesmo? (com os olhos arregalados)

Ele: Foi sim Doutor, e agora eu queria saber se o sinhô pode me dar uma ajuda

Eu já estava tentando saber como iria fugir quando delegado chegou e salvou literalmente minha pele. 

Terminando o atendimento voltamos para Natal, quando estávamos chegando no escritório no centro da cidade o carro ficou sem gasolina no meio do trânsito, eu olhei para cara do motorista e ainda sem acreditar perguntei:

Eu: - O que houve agora?

Ele: - Nada não, só acabou a gasolina mesmo, botando um pouco o carro vai pegar de primeira. (disse ele sorrindo)

Agora imagine meu amigo, eu de terno em uma avenida ao meio dia em um "carro" parado sem gasolina, com um monte de motoristas altamente bem humorados buzinando e dizendo palavras de carinho e motivação enquanto passavam por nós... o motorista calmamente desceu do carro, pegou uma garrafa pet de refrigerante e me deixou sozinho no veículo, e saiu em direção ao posto... Eu fiquei ali atônito sem saber o que fazer, ainda não acreditando na situação esdrúxula que eu estava passando... após 10 minutos o cara voltou e colocou a gasolina no carro e seguimos viagem... 

Para resumir a história, ainda ficamos sem gasolina novamente em pleno horário de rush na Avenida Ayrton Senna, e o pessoal da empresa me esperando para o jantar de confraternização... Eu não acredito em superstições não, mas pode ter certeza que só por prevenção vou tomar um banho de sal grosso...

PS - Eu estou decidido, da próxima vez que o outro motorista adoecer eu vou de ônibus... e tenho dito!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Meu gato me mata de vergonha!



Hoje as 03:00 da madrugada Zé gato III me fez organizar uma verdadeira operação de resgate, saca só o que aconteceu!
 Era mais ou menos umas 02:45 quando eu escutei os sons de gato brigando, por ser muito distante eu nem dei muita atenção, voltei para o msn e outros afazeres, alguns minutos depois eu escuto um miado que mais parece um pedido de ajuda, e o miado vai ficando cada vez mais próximo, eu logo deduzi o que estava acontecendo. Aqui no quarteirão tem um gato siamês que vive batendo em todos os outros gatos da redondeza, e no mínimo Zé Gato III estava vindo correndo pra casa com o gato maníaco em seus calcanhares, e à medida que os miados se aproximavam eu tentava decifrar o que ele queria de mim:
- Socorroooooooooooo... Wellington abra a porta... ele está se aproximando... rápidoooooooo... ele vai me matar... acordaaaaaaaaaaaaa wellington... abra a porta da cozinha que não vai dar tempo de pular a janela nãoooooo..... socorrooooooooooooo...
Tenho certeza que se meu gato pudesse falar era isso que ele diria nesse momento
O que foi que eu pensei: “poxa se eu ficar abrindo a porta de madrugada toda vida que meu gato entrar numa briga eu nunca mais vou dormir uma noite que preste, e ele é bem grandinho e tem o mesmo tamanho e compleição física do outro gato assassino, então ele tem que ser capaz de resolver isso sozinho”
Quando eu estou no meio do pensamento meu gato passa correndo e miando em baixo da minha janela
- Wellington deve estar havendo algum engano a porta da cozinha continua fechada!!!... ele ta me alcançandoooooo.... socorrooooo... Acordaaaaaaaaaaaaaa... eu sei que você pode me ouvir a TV ta ligadaaaaa... wellingtonnnnnnnnnnnn...
Logo em seguida veio o silêncio, e eu pensei: – Viu! ta tudo resolvido, ele se virou sozinho.
Ledo engano, a calmaria não durou 20 segundos, os miados recomeçaram, só que dessa vez com mais intensidade
- Wellingtonnnnnnnnnn...  socorroooo... ele me encurralou... não dá mas pra entrar pela porta da cozinha não... abre a porta da frente mesmo... socorroooooo... ele ta armado... eu juroooo.... Wellingtonnnnnnnnnn...
Finalmente minha paciência acabou e eu abri a porta para ver o que estava acontecendo, e vi uma cena ridícula, meu gato estava literalmente abraçado com o coqueiro, e outro gato estava embaixo de tocaia (tive até a impressão que ele balançava o pé de coco tentando derrubar meu gato), quando o siamês se distraiu olhando em minha direção meu gato não teve dúvidas, rapidamente pulou e correu pra junto de mim, eu indignado olhei pra ele e disse:
- você não tem vergonha não rapaz? Desse tamanho e com medo de um gato besta desses, ele é até menor que você cara!
Eu olhei para o siamês ainda parado e fiz que menção de jogar a sandália nele, só pra ver se ia embora (só intimidei viu meu amigo, eu não iria jogar de verdade não)... nesse momento o gato “maníaco do parque” olhou para mim retraiu as orelhas e abriu a boca soltando um chiado esquisito... eu tomei um susto, pense num gato selva!!! Ele não se moveu nem um milímetro, tu pensa que ele correu? Ele ficou ali me olhando com cara de quem iria pular em mim a qualquer momento, não pensei duas vezes e entrei logo dentro de casa e fechei a porta, quando eu dou por mim lá está Zé Gato III me olhando com reprovação.
Eu perguntei a ele: - Que foi?
E ele ali parado com aquela cara de: - iéeeeeeeee... ficou com medo foi???
E Eu: - Ta olhando oque? Você viu o tamanho daquele gato? E eu não te devo explicação, mas só pra deixar claro, eu só não botei ele pra correr porque eu fiquei com pena viu!!! E pode tirar esse sorriso da cara, pois não fui eu que vim correndo lá do outro quarteirão até aqui pedindo socorro não.
- E fique sabendo que da próxima vez eu não abro a porta não! (gritei eu lá do quarto para o meu gato)

É cada uma que me acontece!!!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Welcome to the Jungle

Meu amigo, infelizmente minha máquina de lavar está quebrada, e eu já estou entrando em desepero, voltei a era medieval, não é possivel, estou vivendo na idade das trevas, me sinto um campones do século XI, agora você consegue me explicar como as pessoas viviam antes da invenção da máquina de lavar roupas? você possivelmente deve achar que eu estou exagerando, mas saiba que não é bem assim!

Quando eu notei que minha máquina havia quebrado eu até que aceitei bem:
- Por favor não faz isso comigo, liga, liga, LIGAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA...
Três horas depois eu voltei e tentei ligar novamente... tirei da tomada, coloquei novamente chutei, gritei com ela, arrastei ela até o local onde fica a tomada da geladeira, testei de novo mais uma vez, mas acredite meu amigo, nada disso deu certo...
Como qualquer ser humano comum eu passei por todos os estágios da negação, mas finalmente decidi agir, ao chegar na pia da lavanderia comecei a fazer alguns questionamentos, como por exemplo:
- Putz! onde se coloca o sabão em pó aqui? onde é que põe o amaciante? eu devo esfregar primeiro depois passo o sabão e em seguida coloco de molho, para depois lavar? ou será tudo isso ao contrário??? droga onde é que está o manual dessa @##$#%%$#...
Como se as coisas não estivessem ruins o suficiente nesse final de semana que passou eu trabalhei como fiscal do ENEM e quando cheguei em casa, no domingo a noite, após dois dias praticamente sem "ficar" em casa, me deparei com uma cena de matar qualquer empregada: roupas e mais roupas sujas espalhadas pela casa e acredite você ou não, tinha uma meia pendurada na massaneta da porta da cozinha, por um segundo eu imaginei vê-la se mecher e obviamente, tentando fugir, talvez para outro lar onde ela possa ser lavada e bem passada. Tinha tanta roupa suja que meu irmão estava usando a roupa pelo avesso para sujar o outro lado. :P
Após esta visão macabra novamente me veio um mix de sensações, uma mistura de raiva, tristeza, ódio, pânico... eu não sabia se fechava a porta e saía correndo, ou se me sentava e chorava copiosamente em posição fetal, mas após o primeiro impacto várias idéias me vieram a cabeça...

Opção 01

- Já sei! Vou tocar fogo em tudo assim não vai ter mais roupa suja pra lavar... muahahahahahah (risos insanos semi abafados)

Opção 02

- já sei! Vou inventar roupas descartáveis, é isso!!! Após algum tempo pensando seriamente nesta opção desisti, pois os primeiros protótipos feitos com papel toalha não seriam muito eficazes em tempo de chuva.

Opção 03

Aceitar a derrota e simplismente lavar a pilha de roupas sujas.

...Depois de meditar resolvi adotar a opção 03 e depois de quebrar um pouco a cabeça deu tudo certo, pelo menos eu acho, fora as minhas meias que estão todas coloridas todos sobrevivemos sem maiores danos. (com exceção dos pesadelos, que eu estou tendo onde todas as roupas se esgueiram pelos cantos, sorrateiras, prontas para me armar uma emboscada mortal.)

Aceito uma máquina de lavar como presente de Natal... XD

sábado, 30 de outubro de 2010

Meu irmão é um Anjo...



Meu amigo, ontem meu irmão me fez uma raiva, que eu tive vontade de dar um cascudo nele, mas vamos ao que interessa.

Ontem como de costume fui olhar na agenda do meu irmão, pois todos os dias tenho que assinar a observação de comportamento dele, e qual foi minha surpresa ao me deparar com a anotação: Comportamento ruim... brigou na escola! Eu soltei aquele olhar assassino e lasquei a pergunta...

- Meu amado Irmãozinho, o que aconteceu na sua escola!

Ele com cara de que a qualquer momento poderia iniciar uma fuga: - Nada não!

 - Como assim nada Vinicius! Aqui está escrito BRIGOU NA ESCOLA, dá pra me explicar!

Ele pensando se corria ou se ficava: - Olha só, eu vou contar... a culpa foi do outro menino... ele ficou deitado no chão na hora do recreio e eu sem querer chutei a cara dele!!!

(Para ai, você há de concordar comigo! como alguém chuta a cara de outro ser humano SEM QUERER???)

Depois dessa afirmação de meu mano, eu parei um pouco e comecei a meditar... no inicio pensei em várias formas de esganá-lo (no melhor estilo Homer Simpson), depois em como eu faria pra me livrar do corpo (é isso mesmo, amor de irmão é assim, só quem tem um(a) vai me entender)... mas a raiva foi passando e junto com ela os meus pensamentos homicidas! daí eu comecei a refletir, acho que vou pegar leve com ele, vou ter uma conversa séria, mais vou tentar ser mais compreensivo, afinal de contas eu já aprontei algumas quando tinha a idade dele... foi ai que comecei pensar... será que na idade dele eu era assim? Meu amigo, eu parei e analisei por alguns instantes... e comecei a lembrar de algumas coisas...

Lembro-me que quando eu tinha 03 (Três) anos de idade eu meu Pai e minha Mãe morávamos no Conj. Pirangi, e todo dia de manhã assim que eu acordava, minha missão era pegar um cabo de vassoura para tentar tirar a chave da porta que ficava pendurada em um prego na parede (vale salientar que a chave antigamente ficava na porta, mas como eu sempre abria para "fugir" minha mãe resolveu deixá-la em um lugar alto), mais sabe como é que é,  "água mole em pedra dura tanto bate até que fura"... em um belo dia eu tirei a chave do prego e consegui abrir aporta, e fui a pé e nú até a casa da minha Tia Zilda que morava a uns três quarteirões de distância da minha casa, nem preciso dizer que atravessei uma avenida e algumas ruas, mas consegui chegar ao meu destino sem danos colaterais. Fora o susto que meu pai e minha mãe tomaram por achar que eu tinha sido sequestrado ou estava desaparecido tudo ficou bem.

Recordo também de um aniversário, acho que do meu Pai, eu devia ter uns 4 para 5 anos, a casa estava cheia, e minha Mãe cozinhava feito louca para alimentar um mundo de gente, e eu como bom garoto estava na cozinha “aperriando” o juízo dela...

- Mãe o que é isso que tem na panela??

- Filho Mecha ai não... isso é arroz... tira mão e deixa quieto se não você vai se queimar!

- Mãe eu posso dar um pouco pro patos??

- Ta meu amor, pega esse punhado aqui e põe lá para os patinhos e deixa mainha trabalhar.

Após soprar um pouco para o arroz esfriar ela botou um punhado em minha mão,e eu sai todo feliz para o quintal em busca dos patos, chegando lá achei os bichinhos, tão bonitinhos, acho que tinha pelo menos uns 9, só deu tempo de jogar o arroz e eles devoraram tudo, nem deu tempo de ver direito, resignado eu voltei para a cozinha, ao entrar vi que minha mãe não se encontrava, sem pestanejar eu peguei uma pequena panela com arroz e cuidadosamente segurei ela pelos cabos e retornei para o quintal, ao me ver os patinhos correram em minha direção e eu joguei o arroz para eles... pronto agora meu dia estava completo, agora eu podia contemplar o espetáculo dos patinhos comilões... na mesma tarde minha mãe encontrou todos os patos mortos no quintal, até hoje não se sabe o que aconteceu com eles... O que me faz refletir: Será que eu lembrei de esfriar o arroz antes de jogá-lo para os patos??  O.o

Fora esses pequenos "incidentes" eu era uma criança sociável, até dividia os brinquedos com meus amigos. Quando eu completei 7 anos minha prima Zilmar me deu um caminhão de bombeiros enorme, pra você ter idéia meu amigo, dava até pra sentar em cima dele, ele também tinha um reservatório de água que enchíamos e tinha uma espécie de "sanfona" que apertávamos e a água era esguichada por uma mangueira, enfim era Pawwww. Lá na minha rua eu tinha um amigo chamado Ricardo, num belo dia Eu e Ricardo estávamos brincando na frente da minha casa, e ele começou a me encher o saco porque queria brincar com o carro de bombeiros, Eu simplesmente ergui o carro do chão (e olhe que era pesado) e arremessei nele... Pronto estava resolvido, ninguém podia reclamar que eu não compartilhava os meus brinquedos!

Após esse momento nostalgia eu fico aqui imaginando, poxa até que meu irmãozinho é bem tranquilo, acho que não vou colocá-lo de castigo não, vou dizer pra ele que espero que isto nunca mais se repita, e vou dar o caso por encerrado... é isso!!!

...mas se agente parar pra pensar bem, comparado a mim meu irmão é um anjo...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Natal cidade do SOL...

Natal cidade do... mormaço, calor, quentura, forno, fogo, inferno (você meu amigo, pode escolher o adjetivo)...


Meu amigo, Eu não sei como está o clima onde você mora, mas aqui em Natal está um calor infernal, está tão quente que eu acordei achando que estava em Mossoró (Segunda maior cidade do RN, que é conhecida regionalmente por seu clima superrrr agradável), como se isso não fosse o suficiente, assim que me levantei fui tomar banho e quase cozinhei em baixo d’água, meu primeiro impulso foi chamar Vinicius (meu irmão) e dar uma bronca nele por ter deixado o chuveiro elétrico ligado na opção “inverno rigoroso”, só me detive porque lembrei que aqui em casa não temos chuveiro elétrico... putz que água quente do @#$%#@$%#@ assim que eu saí debaixo do chuveiro já estava suando novamente, assim ninguém merece. Vou confessar uma coisa a você meu amigo, o calor me deixa com extremo mal humor, normalmente eu sou um cara bem humorado, civilizado e educado, mais quando o clima está assim normalmente eu fico suscetível a ser acometido pelos meus instintos mais primitivos, principalmente os que envolvem morte. É foi com esse bom humor que eu saí de casa. Ao chegar na parada encontro um “conhecido”, até ai tudo normal, o cara chega e me cumprimenta:
“Conhecido”Bom dia!
EuBom dia!
“Conhecido”Como vão as coisas?
EuVão bem obrigado. E você como está? (perguntei só pra não ser mal educado, mais por mim a conversa teria terminado ali mesmo)
“Conhecido”Vai bem também. Graças a Deus!
(silêncio de 5 minutos) E eu na torcida para que o ônibus chegasse logo!
“Conhecido” – O clima está bom né? (o maldito filho de uma mãe tentando puxar assunto)
Eu – É.  (Clarooooo... está maravilhoso... principalmente se você for um lagarto nativo do Atacama).
“Conhecido” – Sabe de uma coisa, Eu gosto mais do verão do que do inverno!
Eu – É. (eu tentando ser monossilábico pra ver se ele desiste da conversa)
Conhecido” – Ei. eu to pensando em comprar um carro.
Eu – É! (até que seria bom mesmo, pois assim não teria que ver você mais aqui na parada)
Conhecido” – Eu tava vendo ontem um carro nos classificados, ele era completo...
Eu – É.
“Conhecido” – Pois é cara, ele tinha vidros elétricos, ar, direção hidráulica, câmbio automático, rodas de liga leve, desembaçador de vidros, películas e tinha até aquecedor de bancos... o que você acha!!
Eu – Aquecedor de bancos???? (Pra que @#$%##@$% você quer aquecedor de bancos aqui em Natal seu monstro)
“Conhecido” – É sim, massa né?
Antes que eu pudesse dar minha resposta vi o ônibus surgindo no inicio da rua, pensei: “- Salvo pelo gongo.”
“Conhecido” – Até mais...
Eu – Até “Nunca” (completei eu mentalmente) mais...

Pois é meu amigo. É nessa época que fica bem claro o motivo da minha amada cidade ter o titulo de “A CIDADE DO SOL”. Eu acho que, além de ser o ponto do nosso continente mais próximo da África, de alguma forma Natal também é o ponto do planeta mais próximo do Sol, tem condições não, é quase sobrenatural meu amigo, quando dá meio dia, o sol trava em cima de nossas cabeças e não se move mais nem um milímetro, só desce quando dá 18hs em ponto, e não pense que quando anoitece melhora não, a situação só ameniza, pois à noite, além do calor, nos convivemos com outro problema acarretado por esse período, esse problema se chama Pernilongo, mais conhecido aqui como “muriçoca”, parece mágica, é só você deitar e apagar a luz que elas aparecem, e não pense que é uma ou duas não, é uma verdadeira legião delas, Eu não sei qual o coletivo de “muriçoca”, não sei se é enxame, na verdade eu nem sei se existe, segundo o meu primo Ramon o coletivo de muriçoca é *ruma: Exemplo: “ontem fui atacado por uma “ruma de muriçocas”. Seja lá qual for o coletivo eu tenho certeza de que as que moram aqui são altamente treinadas, pois eu me enfio embaixo do cobertor, mas sempre aparece uma dentro, eu acho até que elas tem equipes táticas de apoio, enquanto um grupo levanta o lençol o outro se infiltra, e assim elas ficam revezando a noite inteira até todas terem se alimentado fartamente do meu sangue. Eu mesmo to doido pra que o inverno chegue logo, o verão nem começou e eu já to ficando maluco...
Meu reino por um aparelho de Ar-condicionado, alguém ai topa?

*Se pronuncia rruma ( com o som de dois erres)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A História da "Serial Chicken"


Meu amigo você não vai acreditar no que me aconteceu ontem. Como assim você acredita?? Eu ainda nem falei! Ta ok, eu vou falar, o texto abaixo é um relato real, na verdade é uma confissão. Aconselho inclusive que cardíacos, crianças ou pessoas sensíveis parem agora mesmo de ler este relato, pois as cenas que estou para descrever são terríveis... vamos lá!
Era uma vez, uma garota chamada “C” (vou omitir o nome de Ceição, pois se não ela é capaz de me matar também), “C” sempre foi uma garota sensível, carinhosa, atenciosa, meiga e gentil, principalmente com pássaros e outros animais de penas, e esse afeto por esses bichinhos começou desde cedo, pois seu pai em sua residência criava algumas galinhas, e ele sempre foi muito zeloso com as bichinhas, principalmente com os dois xodós do quintal, os xodós ao qual eu me refiro eram duas galinhas anãs, você já viu uma galinha anã? Não é uma criatura linda? Tão inofensiva e indefesa as bichinhas... bemmmmmmmm pequenininhas... mais vamos voltar ao que interessa... o Quintal da casa de “C” sempre foi um local seguro para as galinhas, todas viviam em harmonia, até que um dia uma tragédia aconteceu, uma das galinhas anãs havia desaparecido, sim meu amigo, é isso mesmo, a dócil galinhazinha havia sumido, sem deixar nenhuma pena ou carta de despedida sequer, o Pai de “C” desesperado começou a investigação, e saiu a fazer perguntas pela casa:
Pai de “C” - Meu amor, você sabe dizer se alguém deixou o portão aberto?
Mãe de “C” – não meu amor, ninguém deixou aberto não, por quê?
Pai de “C” – é que eu não consigo encontrar a Gertrudes (nome fictício adotado para proteger a real identidade da galinha).
Pai de “C” – Filha você viu a Gertrudes?
“C” – A última vez que eu há vi pai, ela estava no quintal. (e sim meu amigo... ela realmente estava no quintal...)
Pai de “C” – Mas como é que pode uma galinha daquele tamanho sumir assim? Ela não saiu voando que eu sei.
“C” – Quem sabe papai, ela tem asas pode ter voado por cima do muro, quem sabe até ter descoberto alguma nova rota de migração, “ter se enterrado na areia é que não foi” (tom de sarcasmo), é mais fácil ela ter voado (carinha de santa).
Pai de “C” – É verdade, vou cuidar logo de aparar as asas da outra para que não aconteça o mesmo.


Dia “X”, mês “X”24 horas antes do desaparecimento da Gertrudes.

Era um dia ensolarado, poucas nuvens pairavam no Céu, o típico dia de verão perfeito para se brincar no quintal com as amigas, e foi o que “C” fez. Naquele fatídico dia “C” e sua amiga Jéssica (to com preguiça de omitir nomes) brincavam alegremente no quintal, até que algo chamou a atenção, o objeto de encanto delas era Gertrudes, Galinha faceira que corria cheia de vida e alegremente por todo o quintal, as meninas então decidiram pega-lá para brincar, após grande correria finalmente elas capturaram a pequena, e tudo corria bem... Gertrudes era penteada e acariciada em quanto repousava no colo de “C”, não se sabe ao certo o motivo as meninas resolveram entrar, “C” pensou: - Caramba essa galinha corre muito, eu acho melhor deixá-la guardada em algum lugar até eu voltar. Então ela Falou:
- Jéssica, pega aquele balde ali.
Jéssica como boa amiga que é trouxe o balde até “C”, que prontamente colocou Gertrudes em abaixo dele, após alguns segundos para verificar que ela não conseguiria fugir, as duas entraram em casa... Horas se passaram até o retorno das garotas, ninguém sabe ao certo se 4, 5, 6 ou até mesmo 10hs se passaram... Ao retornar “C” notou que o silêncio reinava no quintal, as galinhas estavam cabisbaixas, nem o galo arriscava seu canto vespertino, todos estavam abatidos, é como se algo muito grave tivesse acontecido, “C” então olhou para o balde e se lembrou – “Putz” a Gertrudes... com passos firmes ela se dirigiu ao local, e com um movimento brusco levantou o balde, ao ver a cena Jéssica não se conteve e falou – Xiiii... ela ta morta “C”, teu pai vai te matar...
Pausa...
Caramba... Eu fico aqui a imaginar, o que será que a pobre da Gertrudes pensou em seus últimos momentos?
- Calma Gertrudes, está tudo bem, elas vão voltar logo, elas devem só ter ido beber água... e daí que ta escuro aqui dentro... pelo menos eu tenho ar... XD
1 hora depois
- Que danado estas meninas estão fazendo? Haaaa já sei, elas devem ter ido almoçar... neste exato momento devem estar escovando os dentes... em no máximo 5 minutos elas devem retornar... poxa ta ficando quente aqui...
3 horas depois
- Alô!! Tem alguém ai fora??? Qualquer um... socorro... duas maníacas me prenderam aqui em baixo desse balde... me tirem daqui... me ajudemmmmmmmmmm...
4 horas depois
- Filomena (nome fictício da outra galinha – o nome real dela foi preservado, pois ela está no programa de proteção a testemunhas) você pode me ouvir??? Estou aqui em baixo... diga ao Jorge (nome fictício do galo) que eu sempre amei ele... eu nunca tive coragem de admitir... não esqueça de dizer isso a ele... TÁ ME OUVINDO FILOMENAAAAA???
5 horas depois
- Eu deixo meu lugar no poleiro para Glórinha (nome fictício de outra galinha), já que eu tenho certeza que a traíra da Filomena vai ficar com o Jorge, Também deixo todo meu milho para Zélia... e Para Julieta eu deixo... maldita areia borrou outra vez.. é tão difícil enxergar aqui em baixo... vou ter que começar tudo de novo  ... Eu deixo meu lugar no poleiro para...
6 horas depois
Cri... cri... cri... cri... (sons de grilos)
Continuando...
“C” - E agora o que nós vamos fazer?
Jéssica – Nós? Pelo que eu me lembre eu não coloquei a galinha em baixo de balde nenhum..
“C” – Soltando um olhar fulminante para Jéssica: “Se ligue... Eu já dei cabo da galinha... para dar um jeito em  você  também não ta faltando nadinha..”.
Jéssica – Calma “C” eu tava só brincando... O.o
Após centésimos de segundos de hesitação “C” decidiu ocultar o cadáver... – Rápido vamos cavar um buraco antes que alguém chegue... e assim foi enterrada a pobre Gertrudes... lançada em uma cova rasa sem nenhuma identificação... como se fosse uma indigente qualquer...
Pausa...
Meu nobre amigo... sabe o que eu estava imaginando agora? Eu tava imaginando o olhar de pânico das outras galinhas ao ver sua amiga sendo assassinada friamente, e logo após ser enterrada na frente delas...
Jorge (O Galo) - É o seguinte, o que reina aqui é a lei do silêncio... ninguém viu nada e ninguém sabe de nada...
Glórinha (amiga intima de Gertrudes) -  mas não podemos deixar essas assassinas livres...
Jorge – Cê ta ficando doida muiê, a Gertrudes não fez nada e foi Raptada, presa, torturada, mantida em cativeiro, morta e depois desovada... imagina agente se der com a língua no bico? Deixa quieto...
Continuando...
...E lá sei foi a pobre Gertrudes, sem ao menos ter direito a seu último punhado de milho, nunca teve filhos.. nem ao menos conseguiu declarar seu amor oculto por Jorge “O Galo”... de certo tinha um futuro inteiro pela frente... nunca saberemos ao certo...
Então meu amigo, é isso mesmo, agora você já sabe o que realmente aconteceu com a pobre Gertrudes, e cabe a você decidir...
Será que isso foi um acidente ou foi premeditado?   Ò.ó
Será que é justo em um pais onde muitos não tem o que comer “C” fique enterrando galinhas?
VOCÊ DECIDE...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Será que meu gato é normal???



Meu amigo, hoje eu me peguei pensando em uma coisa que minha mãe dizia, e comecei a refletir na possibilidade dela estar certa... você não sabe do que eu estou falando? Pois bem, eu vou te explicar.
Minha querida mãe tinha uma teoria, esta teoria consistia em que, todo animal que botava o pé, ou melhor, a pata aqui em nossa humilde casa, acabava adquirindo peculiaridades no mínimo estranhas. Você não acredita? Então Vou citar alguns exemplos.
 O primeiro cachorro que tivemos aqui em nossa casa se chamava Ralf. Ralf era um vira-lata baixinho, mais muito atrevido, ele tinha o hábito de subir em muros, (é isso mesmo que você leu meu amigo, ele SUBIA EM MUROS) até então pensei que esta atividade era exclusividade dos gatos. Ele sempre aterrorizava os transeuntes, que se surpreendiam ao notar que tinha um cachorro em cima do muro, e se você acha que as pessoas se assustavam, tentem imaginar a cara dos gatos quando notavam que Ralf os seguia através do muro... rsrsrs. Mas Ralf nunca parava de me surpreender, ele adorava picolé, se acabava chupando manga (ele era literalmente “O cão chupando manga), quase morria de latir implorando por um pedaço de tapioca quando minha mãe fazia. Mas infelizmente um dia meu querido Ralf partiu pra terra “dos patas juntas”, até hoje não sei se foi por causa do seus hábitos alimentares ou se foi veneno que algum bandido jogou.
Logo após Ralf veio o meu primeiro Gato, O Zé Gato 1º (só pra que você entenda, o gato já tinha uns seis meses que morava lá em casa, e ninguém tinha dado um nome a ele, meu amigo David muito solidário, ficou inconformado do gato se chamar apenas “gato” e então resolveu batizá-lo de Zé Gato I), o reinado de Zé Gato I foi muito curto, mas foi cheio de aventuras, intrigas, romances, complôs e traições (como imagino que deva ser a vida de todos os monarcas), Zé Gato I, também tinha algumas peculiaridades. Ele morria de medo de baratas (juro que foi a primeira vez que vi um gato correr com medo de uma barata, e confesso que foi decepcionante), ele só comia em cima da máquina de lavar (você podia botar o melhor e mais bonito salmão dos mares da Groelândia para ele comer no chão que ele nem chegava perto, só comia se fosse em cima da máquina), e só dormia em cima dos locais mais altos da casa. (tipo em cima de guarda roupas e armários da cozinha). Após alguns anos Zé Gato I também partiu, tento me lembrar se a morte dele ocorreu na mesma época em que nossa máquina de lavar roupas foi para o concerto, mais confesso que não me lembro.
Começava então o Reinado de Zé Gato II. Que foi tão curto quanto o reinado de seu antecessor. Ao contrário de Zé Gato I ele era um exímio caçador, pegava tudo que passava em sua frente (baratas, ratos, lagartixas, insetos diversos e até mesmo passarinhos).
Pausa...
No mínimo você está pensando agora: “o pobre desse gato caçava assim porque devia viver morrendo de fome.”  - Calma lá, isso é mentira, a vasilha dele sempre vivia cheia de ração. ¬¬
Continuando...
Na verdade Zé Gato II era destemido, se arriscava muito, podia se dizer que ele era um verdadeiro conquistador de territórios, e isso provocava  inveja nos gatos da vizinhança, o que de uma forma direta ou indireta pode ter sido o motivo de sua morte prematura. Mas além do espírito guerreiro de Zé Gato II, a única peculiaridade de sua vida foi ironicamente seu enterro...
...“Me lembro como se fosse hoje, ele se encontrava muito abatido, acho que ele devia ter participado de algum duelo, estava fraco e não queria comer, então eu chamei minha mãe e mostrei o local, e lá estava, A Lenda do Quintal... O Grande Zé Gato Segundo, dando seus últimos suspiros... mesmo depois de ter sido bajulado com leite, peixes e afins... ele preferiu uma morte discreta em nosso quintal, em baixo do pé de graviola. Estávamos todos lá prestigiando o grande guerreiro, Eu, Meu irmão e minha Mãe, dando o último adeus... o “velório” estava indo bem... eu até estava tentando me lembrar de alguma caixa ou objeto que desse pra colocar o corpo do nosso amado gato... foi quando de súbito minha mãe pediu silêncio... ela parou e ouviu o que queria, logo após saiu correndo, deixando apenas eu e meu irmão lá... poucos segundos se passaram antes do regresso e ela trazia consigo um saco, antes que eu pudesse questioná-la sobre a utilidade do saco, ela se agachou e com uma agilidade ninja fez com que o corpo de Zé Gato II desliza-se para o interior do saco, da mesma forma que chegou ela saiu correndo em direção a rua, eu e meu irmão intrigados com tão inesperada atitude a acompanhamos... e qual foi nossa surpresa quando vimos ainda de relance o gari pegando o saco com os restos mortais de nosso “bichano” e jogando no interior de um caminhão... tudo fez sentido naquele momento, o barulho que havia chamado sua atenção, era o barulho do caminhão de lixo que acabava de entrar em nossa rua... minha mãe não pensou duas vezes, pegou o corpo do gato e deu um fim rápido e prático ao nosso “Xano”... ô Zé Gato II... onde quer que você esteja espero que possa nos perdoar... até hoje quando vejo um caminhão de lixo tenho vontade de acender um vela ou colocar flores nele,sei lá, prestar algum tipo de homenagem,  só que sempre olho pros Garis fico intimidado... e a vida foi seguindo...
Após a partida de Zé Gato II Eu tinha prometido que nunca mais criaria nenhum animal de estimação. Mas a vida... A vida é uma caixinha de surpresas, eis que, em um belo dia, minha mãe e meu irmão vão na casa de minha prima e vêem que a cadelinha dela tinha tido filhotes... moral da história... lá vem Rex. Rex era um cachorro especial, além de gostar de tudo que Ralf também gostava, ele tinha ainda outros hábitos ainda mais curiosos, como por exemplo, quando ele fugia, a única forma de trazê-lo de volta era levando comida, para poder usar como isca e atraí-lo até em casa, até ai tudo bem, não tem nada de errado em se levar um pouco de carne para atrair o cachorro... opa! espera ai, quem falou em carne? A iguaria irresistível utilizada na captura de Rex era Biscoito recheado de chocolate, e não era qualquer biscoito não, se levasse da marca que ele não gostava, nem tinha conversa, pode acreditar meu amigo, o cachorro era viciado em biscoito, se você jogasse uma picanha mal passada e um pacote de biscoito pra ele, não tenha dúvidas, ele iria comer o biscoito, e logo após comeria a picanha, é claro, pois de besta ele não tinha nada. Assim entre um biscoito e outro nossa vida ia seguindo, até que em um belo dia Rex sumiu, minha mãe disse que ele tinha fugido pela manhã na hora em que ela abriu o portão para botar o lixo fora e como não tinha o biscoito que ele gostava, nem adiantava ter ido atrás dele, e assim foi passando o dia na espera do retorno de Rex, mas ele não voltou... até hoje espero a carta dos seqüestradores com o pedido de resgate...
Mesmo depois de tantas decepções e tristezas, hoje habita em minha casa o Zé Gato III (quem sabe o último da dinastia dos “Zé Gato”). Até Hoje Zé Gato III tinha demonstrado ser um gato normal, se lambia, dormia, pedia comida, se lambia de novo, dormia, pedia mais comida... sempre nessa rotina agitada...
Tudo ia bem até que Ney um amigo meu  me alertou com relação ao Zé Gato III.
Ney:  - Wellington, esse seu gato não é normal não... olha o jeito como ele ta sentado!!! Cruzando as patas... xiiii... esse gato só sobe no colo de homens??? Rapaz... fica de olho nesse gato...
Eu: - Deixa de coisa Ney, o gato ta só ali sentando, ele é normal... fica ai tentando difamar meu gato cara...
Ney: - Tudo bem, não ta mais aqui quem falou...só um detalhe, quem avisa amigo é.
O tempo foi passando e todo mundo que vem aqui em casa diz que Zé Gato III é cheio de frescuras, até meu irmão que hoje tem 9 anos vive me falando.
- Wellington, nosso gato é muito estranho... quando eu tou comendo ele fica com uns miados estranhos, só falta falar pedindo comida, além disso ele só quer dormir na frente do ventilador, parece até que vive morrendo de calor... e eu nunca vi ele com uma namorada.. todo dia de madrugada ele acorda agente pedindo pra entrar com medo de apanhar dos outros gatos.. o gato do vizinho nem faz isso... porque o nosso é assim???
 Eu: - ta bom Vinícius eu já entendi, mas não se preocupe, ele é normal. ¬¬
Mais e ai meu amigo, me dá uma luz!!! Será que meu gato é normal???